Vulnerabilidades na rede: como cibercriminosos atacam empresas?

LABSTAR

Uma rede de computadores é como uma biblioteca repleta de livros. Os livros são como os servidores de armazenamento, e os leitores, como os computadores interconectados. Tal biblioteca possui e compartilha muitas informações, de grande valor.

Quando um cibercriminoso conseguir acessar uma rede empresarial, ele tem um leque de possibilidades em suas mãos. Não por acaso, a cada 39 segundos, um ator de ameaça atinge a infraestrutura de segurança cibernética de uma empresa, segundo a PacketLabs.

O que acontece quando um cibercriminoso explora vulnerabilidades em redes empresariais? Quais as consequências e estragos que o mesmo pode causar nessa biblioteca digital?

Continue lendo e descubra!

Vulnerabilidades na rede de computadores

Vulnerabilidades: por que elas são um risco para a rede?

As vulnerabilidades são falhas, brechas que podem ser exploradas para acessar sistemas e operações de uma empresa e realizar ataques cibernéticos. Elas geralmente não são resultados de um esforço por parte do cibercriminoso, mas geram diversas possibilidades para que ele acesse a rede.

Utilizando a analogia da biblioteca, podemos dizer que uma janela quebrada ou porta destrancada seriam possíveis vulnerabilidades. Um criminoso pode facilmente descobrir essa informação e executar uma tentativa de invasão, o que classificamos como uma ameaça.

Caso a tentativa seja bem sucedida e a invasão aconteça, temos em cena colocado em prática o risco, uma vez que as perdas e danos se tornam uma realidade.

Agora imagine o cenário de uma rede empresarial! As vulnerabilidades são a porta de entrada para um acesso não autorizado à rede, que podem resultar em uma violação de segurança. Elas podem ser classificadas como vulnerabilidades técnicas ou humanas.

Tais vulnerabilidades representam um risco para rede porque:

  • Geram exposição de informações e dados sensíveis no tráfego da rede
  • Facilitam o acesso não autorizado à rede da empresa
  • Podem ser a porta de entrada para um execução de código malicioso
  • Comprometimento da integridade e confidencialidade das informações.

Vejamos agora como a ausência de um gerenciamento correto de vulnerabilidades facilita a execução de ciberameaças e ataques.

As principais ciberameaças que exploram vulnerabilidades

Agora que compreendemos porque as vulnerabilidades representam riscos reais para uma rede de computadores, podemos conhecer as ciberameaças, as armas e estratégias utilizadas pelo cibercrime.

Ciberameaças que exploram vulnerabilidades

Malwares

Os softwares maliciosos são os mais citados quando falamos de ameaças à rede. Preocupantemente, eles não param de evoluir, registrando em 2022 mais de 270.228 variantes de malwares, nunca vistas antes. (Sonicwall)

Cada malware é desenvolvido para funcionar de uma maneira, causando danos diferentes. Dentre os eles, destacamos os mais comuns:

Trojans

Os cavalos de Troia são um tipo antigo, mas muito eficiente de malware, desenvolvido para enganar os usuários e se infiltrar em seus sistemas, aparentando ser um software legítimo ou oferecendo funcionalidades úteis, como aplicativos de banco (trojans bancários), de redes sociais, aplicativos de jogos, etc.

Os trojans podem ser extremamente perigosos porque conseguem enganar sistemas de segurança da rede, caso sejam bem programados, pois possuem uma estrutura avançada ou exploram vulnerabilidades em sistemas operacionais, aplicativos ou dispositivos conectados à rede.

Ransomware

Um dos malwares mais populares nos últimos anos, o ransomware é uma categoria de software malicioso que sequestra dados através da criptografia, exigindo o pagamento de um resgate em troca da chave de descriptografia.

E neste caso, a ausência de correção de vulnerabilidades é comumente utilizada para infecção de ransomware na rede.

Worms

Propagação sem a necessidade de interação. Essa é uma boa definição para os worms, malwares que se espalham pela rede sem a necessidade de uma interação direta do usuário.

Além de explorar vulnerabilidades, os worms se replicam para atingir o maior número de computadores e dispositivos ligados à rede.

Phishing

Levar a vítima a entregar dados confidenciais e credenciais de uma conta, ou baixar um malware, através de um e-mail ou página falsa, essa é descrição de um ataque phishingmuito popular em nossos dias.

Nos ataques phishings o cibercriminoso explora a vulnerabilidade humana, através das táticas de engenharia social.

Além dos malwares, existem outras ameaças que possibilitam a exploração de vulnerabilidades em uma rede, tais como:

  • Senhas fracas e práticas inadequadas (ou não existentes) de gerenciamento de senhas.
  • Falta de atualizações e patches de segurança.
  • Desatualização de sistemas e equipamentos.
  • Falta de treinamento e conscientização dos colaboradores sobre segurança cibernética.

Contudo, as estratégias mudam, mas os objetivos quase sempre são os mesmos: obter acesso aos dados confidenciais e alcançar lucratividade, direta ou indiretamente.

Impactos causados por ciberameaças na rede

Impactos e prejuízos causados por ciberameaças na rede

Seja explorando vulnerabilidades ou por outros caminhos, uma vez que uma ciberameaça consegue ser instalada na rede, os impactos são inúmeros, tais como:

Perda de dados confidenciais: As ameaças cibernéticas podem resultar na perda ou roubo de dados confidenciais da empresa, como informações financeiras, dados do cliente, segredos comerciais e propriedade intelectual.

Interrupção das operações e tempo de inatividade: Uma vez executadas, as ciberameaças podem causar interrupções significativas nas operações empresariais. Gerando assim inatividade prolongada dos sistemas, incapacidade de acessar dados ou serviços essenciais, e consequentemente, impactar negativamente a produtividade da organização.

Danos à imagem de marca e perda de competitividade: Caso o incidente aconteça e seja exposto publicamente, a empresa pode sofrer danos significativos à sua imagem de marca. A percepção de que a empresa não é capaz de proteger adequadamente os dados dos clientes pode resultar em perda dos mesmos, além de gerar uma desvantagem competitiva em relação aos concorrentes.

Esses são apenas alguns dos impactos causados pela exploração e presença das ciberameaças em uma rede. Confira mais impactos e detalhes em nosso artigo: 4 prejuízos financeiros que ciberataques podem gerar em sua empresa!

Das pequenas as gigantes: toda empresa é um alvo na mira da exploração

Todas as empresas estão na mira das ciberameaças

Mesmo diante dos riscos e dos impactos que analisamos aqui, existem muitos mitos que colaboram para negligência das empresas na correção de vulnerabilidades e adoção de medidas de segurança.

Dentre eles, um dos mais prejudiciais é a crença de que uma empresa não é um alvo em potencial, por ter uma operação pequena. Esse é um engano antigo, mas ainda comum e muito prejudicial.

Não à toa, a Purple Sec apontou que 60% das pequenas e médias empresas sobrevivem menos de 6 meses após um ataque cibernético, um dado muito preocupante.

Mas, a verdade é que toda empresa é um alvo em potencial, pois possui dados, informações e ativos valiosos para o cibercrime. Além disso, pequenas empresas podem ser usadas como pontes para alcançar outras empresas, por serem fornecedores ou prestarem serviços terceirizados a grandes organizações.

Quanto maior a negligência, mais vulnerabilidades, e os invasores sabem disso. A segurança é um meio de sobrevivência, não do futuro, mas do presente.

Corrija as vulnerabilidades e garanta sobrevivência digital

Correção de vulnerabilidades digitais

A correção de vulnerabilidades envolve uma abordagem abrangente e contínua para melhorar a segurança cibernética. Deixamos aqui algumas medidas importantes a serem consideradas:

  1. Patching e atualizações: Implemente um processo de gerenciamento de patches eficiente para aplicar regularmente as atualizações de segurança fornecidas pelos fabricantes de software e fornecedores de sistemas.
  2. Gerenciamento de configuração: Assegure-se de que os sistemas e dispositivos estejam configurados corretamente e conforme as melhores práticas de segurança. Isso inclui alterar senhas padrão, desativar serviços desnecessários, aplicar políticas de segurança adequadas, entre outros.
  3. Firewalls e sistemas de detecção de intrusões: Implemente soluções de firewall para monitorar e controlar o tráfego de rede. Além disso, utilize sistemas de detecção de intrusões (IDS) e sistemas de prevenção de intrusões (IPS) para identificar e bloquear atividades maliciosas na rede.
  4. Segurança em camadas: Por fim, adote uma abordagem de segurança em camadas, onde várias camadas de proteção são implementadas para mitigar riscos. Isso pode incluir antivírus, antimalware, filtragem de conteúdo, controle de acesso, criptografia, autenticação multifator, entre outros.

Que tal contar com uma ferramenta modular, onde essas e outras estratégias de segurança são aplicadas para fortalecer a segurança da rede da sua empresa?

Fonte: https://blog.starti.com.br/